Casa Photomaton

Com o mar a 300 metros, as copas das árvores circundam o projecto. A luz é intensa, a casa constrói-se a partir dela. As paredes não refletem estridentemente a luz, pelo contrário, recebem-na permitindo que a relação com o exterior seja directa e não entrecortada por filtros. A casa abre-se longitudinalmente à paisagem. Duas paredes de betão armado estruturais existentes atravessam o espaço e balizam o projecto. A sala e a cozinha estendem-se para a mesma varanda a Sul. A passagem da parede que as divide é desmaterializada pelo seu corte espelhado, unindo o espaço. Os quartos ganham para a paisagem novas janelas que a reflexão dos materiais nos trazem. A luz percorre e atravessa suavemente os materiais. Os espaços reflectem-se a si próprios. Cria-se uma atmosfera que nos acompanha e recebe a variação dos dias.

 

 

“O passado, a memória, a experiência constituem esse fundo de irrealidade que, semelhante a um feixe luminoso, aclara este momento de agora, revela como ele é cheio de surpresa, como já se destina à memória e é já essa incontrolável gramática sonhadora."  – Herberto Helder

 

 

 

Localização: Oeiras, Portugal | Cliente: FTorrinha, SA | Área: 105 m2 | Arquitectura: João Carmo Simões com Marta Onofre e Marta Tornelli | Materiais: Cimento, Vidro, Aço Inox Polido, Pedra Mármore Estremoz